Lá vou eu de novo

Caros leitores,

A partir de hoje, este blog está em novo endereço:

http://www.jaaf.pro.br

Por favor, atualizem seus links. Espero vocês lá.

6 comments Agosto 19, 2007

Cansei da OAB-SP

Eu só, não. Todo mundo que tem uma postura crítica diante da sociedade e suas instituições, mas não se deixa levar como cordeirinho. Todo mundo que pensa antes de pegar o bonde errado, de aderir a movimentos com aquele cheiro rançoso de Tradição, Família e Propriedade.

A OAB-SP não tem nada a ver com aquela OAB de Raymundo Faoro e Barbosa Lima Sobrinho, a OAB da resistência, que nos enchia de orgulho. Tanto não tem que a própria OAB Nacional negou seu apoio à campanha.

Antes de ir atrás do trio elétrico, procure saber, pelo menos, quem está tocando. É isso!

6 comments Agosto 16, 2007

Tem pai que é cego

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Aproveite o dia de hoje e colabore com o Instituto de Cegos da Bahia. O Instituto realiza um trabalho sério e de valor inestimável para a sociedade.

Você pode ajudar de muitas maneiras. Confira!

5 comments Agosto 12, 2007

Caldo de que?

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Letreiro de um restaurante situado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

Vai encarar?

6 comments Agosto 11, 2007

A invenção da crise

Trecho de entrevista concedida pela filósofa Marilena Chauí a Paulo Henrique Amorim:

Era o fim da tarde. Estava num hotel-fazenda com meus netos e resolvemos ver jogos do PAN-2007. Liguei a televisão e “caí” num canal que exibia um incêndio de imensas proporções enquanto a voz de um locutor dizia: “o governo matou 200 pessoas!”. Fiquei estarrecida e minha primeira reação foi típica de sul-americana dos anos 1960: “Meu Deus! É como o La Moneda e Allende! Lula deve estar cercado no Palácio do Planalto, há um golpe de Estado e já houve 200 mortes! Que vamos fazer?”. Mas enquanto meu pensamento tomava essa direção, a imagem na tela mudou. Apareceu um locutor que bradava: “Mais um crime do apagão aéreo! O avião da TAM não tinha condições para pousar em Congonhas porque a pista não está pronta e porque não há espaço para manobra! Mais um crime do governo!”. Só então compreendi que se tratava de um acidente aéreo e que o locutor responsabilizava o governo pelo acontecimento.

Fiquei ainda mais perplexa: como o locutor sabia qual a causa do acidente, se esta só é conhecida depois da abertura da caixa preta do avião? Enquanto me fazia esta pergunta e angustiada desejava saber o que havia ocorrido, pensando no desespero dos passageiros e de suas famílias, o locutor, por algum motivo, mudou a locução: surgiram expressões como “parece que”, “pode ser que”, “quando se souber o que aconteceu”. E eu me disse: mas se é assim, como ele pôde dizer, há alguns segundos, que o governo cometeu o crime de assassinar 200 pessoas?

Mudei de canal. E a situação se repetia em todos os canais: primeiro, a afirmação peremptória de que se tratava de mais um episódio da crise do apagão aéreo; a seguir, que se tratava de mais uma calamidade produzida pelo governo Lula; em seguida, que não se sabia se a causa do acidente havia sido a pista molhada ou uma falha do avião. Pessoas eram entrevistadas para dizer (of course) o que sentiam. Autoridades de todo tipo eram trazidas à tela para explicar porque Lula era responsável pelo acidente. ETC.

Mas de todo o aparato espetacular de exploração da tragédia e de absoluto silêncio sobre a empresa aérea, que conta em seu passivo com mais de 10 acidentes entre 1996 e 2007 (incluindo o que matou o próprio dono da empresa!), o que me deixou paralisada foi o instante inicial do “noticiário”, quando vi a primeira imagem e ouvi a primeira fala, isto é, a presença da guerra civil e do golpe de Estado. A desaparição da imagem do incêndio e a mudança das falas nos dias seguintes não alteraram minha primeira impressão: a grande mídia foi montando, primeiro, um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado. E, em certos casos, a atitude chega ao ridículo, estabelecendo relações entre o acidente da TAM, o governo Lula, Marx, Lênin e Stálin, mais o Muro de Berlim!!!
1) Que papel desempenhou a mídia brasileira – especialmente a televisão – na “crise aérea” ?

Meu relato já lhe dá uma idéia do que penso. O que mais impressiona é a velocidade com que a mídia determinou as causas do acidente, apontou responsáveis e definiu soluções urgentes e drásticas!

Mas acho que vale a pena lembrar o essencial: desde o governo FHC, há o projeto de privatizar a INFRAERO e o acidente da GOL, mais a atitude compreensível de auto-proteção assumida pelos controladores aéreos foi o estopim para iniciar uma campanha focalizando a incompetência governamental, de maneira a transformar numa verdade de fato e de direito a necessidade da privatização. É disso que se trata no plano dos interesses econômicos.

No plano político, a invenção da crise aérea simplesmente é mais um episódio do fato da mídia e certos setores oposicionistas não admitirem a legitimidade da reeleição de Lula, vista como ofensa pessoal à competência técnica e política da auto-denominada elite brasileira. É bom a gente não esquecer de uma afirmação paradigmática da mídia e desses setores oposicionistas no dia seguinte às eleições: “o povo votou contra a opinião pública”. Eu acho essa afirmação o mais perfeito auto-retrato da mídia brasileira!

Leia a entrevista completa aqui.

1 comment Agosto 11, 2007

Boas novas

As oficinas literárias “Terapia da Palavra” agora também disponíveis para quem não pode participar ao vivo e a cores. Com as oficinas on line, você pode ser feio, morar longe e, ainda assim, participar dessa experiência altamente enriquecedora. Confira!

3 comments Agosto 5, 2007

Cansei de hipocrisia

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Recomendo a leitura deste post publicado no Idéias Despedaçadas.

O texto da Sara expõe com perfeição o que penso a respeito desse “conto do vigário”.

3 comments Agosto 5, 2007

Num passe de mágica

Durant e 15 dias, a violência e os embates entre polícia e traficantes no Rio de Janeiro desapareceram do noticiário nacional. Deixaram de existir e ponto. Dito de outro modo: a mídia constrói o real. Ou não.

6 comments Julho 31, 2007

Cinema paradiso

Ontem foi o Bergman, hoje o Antonioni.

Acho que Deus decidiu chamar os dois para dar uma mãozinha na direção deste filme épico chamado mundo.

1 comment Julho 31, 2007

“Meu nome é estresse”

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Bernardinho é neurótico. Mas, enfim, só os paranóicos sobrevivem. E vencem.

2 comments Julho 29, 2007

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